Casa com varanda, terra batida no quintal, árvores à volta... ao fundo do quintal palhotas... tractores, atrelados, niveladoras, cilindros, máquinas de derreter e espalhar alcatrão(ai o cheiro pesado do alcatrão misturado com o calor!)... a casa sem electricidade, a luz era de petromax... a geleira era a petróleo(sim é verdade, tinha depósito e uma torcida qual candeeiro - era nos meus três/quatro anos um mistério: chama por baixo daquele armário metálico dava gelo e frio!!!!!!!! - , das palhotas saiam sempre muitos meninos com quem brincar, o João, o Inácio, o Mandonga, o Castigo(chamava-se assim porque já tinha nascido, sem contarem, de uns pais já cocuanas -velhotes - como tal era considerado como tal )... falávamos num dialecto próprio da região e rudimentos de português.
Havia, depois de passar, sempre em frente, a estrada de terra vermelha e poeirenta e da linha de caminho de ferro, uma outra casa/estação sem varanda, mas com um cais muito comprido em cimento... era habitada pela família Almeida - eu tinha a Filomena para brincar - de inicio, mas depois passou para a família Canário - tinha o Luís para brincar-... falávamos em português.
Depois de caminhar pela estrada vermelha um bocado na direcção da estrada de alcatrão(que ligava a Beira a Untáli, ENnº6- aquele troço era entre o cruzamento da Barragem da Chicamba e Vila Manica), havia outra casa/cantina com varanda, a toda à volta, da família Amad -eu tinha o Mussa para brincar- ...falávamos em português e em dialecto local (ele falava com a família dele em Hindi).